O teambuilding empresarial tem boas intenções: aproximar as pessoas, melhorar o ambiente da equipa e criar um espaço onde os colegas falem de outros temas além do trabalho. Na prática, porém, esbarra muitas vezes num problema simples. Nem toda a gente quer participar numa atividade organizada que parece obrigatória, artificial ou demasiado formal.
É precisamente por isso que, dentro das empresas, as competições pequenas, voluntárias e orgânicas costumam funcionar melhor. Por exemplo, uma liga de prognósticos no trabalho durante um Mundial de Futebol, o Campeonato do Mundo de Hóquei no Gelo ou outro grande evento desportivo. Não exige uma logística complexa, não precisa de um grande orçamento e consegue envolver até aquelas pessoas que preferem evitar o teambuilding clássico.
As pessoas participam de forma voluntária
Uma das principais diferenças entre uma competição interna e um evento de teambuilding clássico é o caráter voluntário. Quando alguém recebe um convite para uma atividade de um dia inteiro fora do trabalho, costuma vê-la como mais uma obrigação. Mesmo que seja oficialmente voluntária, em algumas equipas pode instalar-se a sensação de que "convém mesmo ir".
Com uma liga de prognósticos, a situação é diferente. O colega simplesmente entra se quiser. Não tem de se deslocar a lado nenhum, não tem de se exibir perante os outros e não tem de passar um dia inteiro a fazer algo que pode não lhe ser agradável. Basta-lhe abrir a aplicação, introduzir o resultado que prevê e acompanhar como se está a sair em comparação com os restantes.
Por causa disso, toda a atividade ganha um caráter mais natural. As pessoas participam não porque têm de o fazer, mas porque gostam.
A competição cria temas de conversa naturais
Nas empresas falta muitas vezes um conjunto de temas simples e neutros sobre os quais pessoas de departamentos diferentes possam conversar. As suas funções são distintas, as equipas estão noutros sítios e alguns colegas mal entram em contacto uns com os outros ao longo de uma semana normal.
Uma liga de prognósticos desportivos resolve isto de forma muito subtil. Basta um resultado surpreendente e, de repente, há um assunto de conversa junto à máquina do café, na copa, no corredor ou no chat da equipa.
"Como é que conseguiste prever um 5-1?"
"Acertaste mesmo no resultado exato?"
"Quem é que está em primeiro lugar na tabela agora?"
Estas conversas curtas parecem insignificantes, mas para a cultura da empresa têm um enorme valor. Ligam pessoas que, de outra forma, talvez nunca chegassem a falar entre si.
Os introvertidos também participam
Os teambuildings clássicos favorecem muitas vezes os colegas mais extrovertidos. Estes entram naturalmente em jogos, atividades de grupo e diversão informal. Para os colaboradores mais introvertidos, no entanto, esse tipo de ambiente pode ser desconfortável.
Uma competição interna é, neste aspeto, muito mais acessível. Toda a gente pode participar ao seu próprio ritmo. Não é preciso ser o centro das atenções, discutir em voz alta ou tomar parte em atividades à frente dos outros. E, ainda assim, todos têm a oportunidade de fazer parte de algo partilhado.
São frequentemente estes colegas mais discretos que dão a surpresa. De repente aparecem no topo da tabela, acertam vários resultados exatos seguidos e tornam-se um tema de atenção positiva. Não porque tenham tido de se exibir perante os outros, mas por causa do próprio jogo.
Funciona entre diferentes departamentos e escritórios
As empresas modernas raramente operam a partir de um único escritório. Há quem trabalhe a partir de casa, quem faça turnos, quem esteja noutra cidade ou num país completamente diferente. Organizar um teambuilding clássico para toda a gente torna-se então complicado, dispendioso e muitas vezes irrealista.
Uma liga de prognósticos online é, neste aspeto, muito mais simples. Basta um link e qualquer pessoa pode entrar. O colaborador no escritório, o colega em teletrabalho, o técnico na produção e o gestor em viagem de negócios. Veem todos os mesmos jogos, a mesma classificação e os mesmos resultados.
Isso cria uma experiência partilhada, independentemente do sítio onde cada um se encontra.
Não é preciso um grande orçamento
O teambuilding empresarial pode ser financeiramente exigente. Aluguer do espaço, transporte, catering, o programa, uma agência externa ou alojamento — tudo isso faz disparar os custos rapidamente.
Uma liga de prognósticos no trabalho, pelo contrário, é muito leve. Para equipas mais pequenas pode ser completamente gratuita e, mesmo para grupos maiores, é muito mais fácil de organizar do que um offsite clássico. Os prémios para os vencedores também não precisam de ser caros. Recompensas simbólicas costumam funcionar melhor:
um troféu itinerante que fica na secretária do vencedor, um almoço em conjunto, uma caixa de bolos para o departamento, merchandising da empresa, uma "folga das tarefas do café" ou simplesmente um diploma divertido para o melhor adivinhador.
O que importa não é o valor do prémio, mas a história à sua volta.
A atividade prolonga-se por dias ou semanas
Um evento de teambuilding pontual termina muitas vezes no momento em que as pessoas vão para casa. No dia seguinte ainda se fala dele durante algum tempo, mas, pouco a pouco, a experiência vai-se desvanecendo.
Um torneio desportivo tem uma dinâmica diferente. Decorre ao longo de vários dias ou semanas e cada jogo traz um novo impulso. A classificação altera-se, alguém sobe inesperadamente, um favorito desce a pique e a tensão vai-se acumulando naturalmente antes das eliminatórias.
Por causa disso, uma competição interna tem uma vida mais longa. Não é uma experiência isolada, mas uma atividade contínua que se vai lembrando às pessoas. Cada jogo é uma nova oportunidade para participar.
A rivalidade é saudável e segura
A competitividade é natural nas empresas, mas deve manter-se positiva. Uma liga de prognósticos cria um espaço seguro para uma rivalidade ligeira. Não tem a ver com o desempenho profissional, com números de vendas ou com avaliações de colaboradores. Tem a ver com um jogo.
É precisamente por isso que os colegas podem permitir-se uma pequena provocação, comentários espirituosos e uma competição amigável. Um gestor pode perder para um colaborador júnior, um adepto experiente de hóquei pode ser batido por uma colega que faz os seus prognósticos com base na cor da camisola da equipa preferida. Esse tipo de igualdade é muito valioso numa competição destas.
Por um momento, a hierarquia do local de trabalho desaparece e fica apenas o jogo.
A organização não tem de recair sobre uma única pessoa
Nas atividades empresariais clássicas, grande parte do trabalho costuma ficar a cargo de um único organizador. Tem de preparar o programa, a comunicação, os participantes, as datas, a logística e, no fim, ainda lidar com o feedback.
Com uma liga de prognósticos bem configurada, o trabalho é significativamente menor. O organizador cria a competição, envia o link e, de vez em quando, lembra às pessoas a classificação atual. Os resultados, os pontos, a ordenação e o bloqueio dos prognósticos são tratados automaticamente por uma ferramenta dedicada.
É uma grande diferença em comparação com fazer tudo à mão numa folha de Excel, em que alguém tem de introduzir resultados, verificar fórmulas, corrigir erros e responder a perguntas como "quantos pontos é que eu tenho?".
Uma competição interna fortalece a cultura sem pressão
Uma boa cultura de empresa não nasce apenas de grandes eventos. É feita, muitas vezes, de pequenos momentos que se repetem discretamente. Uma conversa breve, uma piada partilhada, uma classificação em curso no chat ou a tensão antes de um jogo decisivo.
Uma liga de prognósticos é exatamente esse tipo de atividade. Não obriga as pessoas a mudar a forma como se comportam, mas dá-lhes uma razão simples para estarem em contacto. É precisamente por isso que pode funcionar melhor do que muitos teambuildings formais.
Não tenta criar um espírito de equipa de forma artificial. Cria as condições para que ele surja por si só.
Quando faz mais sentido organizar uma competição interna
Funciona melhor quando está ligada a um evento que as pessoas acompanham naturalmente. Um Mundial de Futebol, o Campeonato da Europa (Euro), o Campeonato do Mundo de Hóquei no Gelo, os Jogos Olímpicos ou outro grande torneio são oportunidades ideais.
A vantagem é que o tema já existe. A empresa não tem de inventar um programa artificial. Basta aproveitar a energia que um evento desportivo traz naturalmente e dar-lhe um enquadramento simples.
Uma liga de prognósticos serve para equipas pequenas, departamentos inteiros e empresas maiores. Pode funcionar como um complemento divertido à comunicação interna, como uma atividade de RH, como uma competição amigável entre departamentos ou simplesmente como uma forma de tornar um torneio mais agradável para os colegas.
Conclusão
O teambuilding forçado esbarra muitas vezes no facto de as pessoas perceberem quando uma atividade é artificial. As competições internas funcionam de outra maneira. São simples, voluntárias, acessíveis e criam razões naturais para comunicar.
Uma liga de prognósticos durante um grande torneio desportivo consegue aproximar os colegas sem uma organização complexa, sem custos elevados e sem um sentido de obrigação. Traz uma rivalidade saudável, um tema partilhado e diversão que dura ao longo de todo o torneio.
Se procura uma forma simples de animar o ambiente na sua empresa, não precisa de começar logo a planear um grande offsite. Às vezes basta criar uma liga, enviar o link aos colegas e deixar o desporto fazer o resto.
